Assessoria de imprensa morreu? Que nada, se reinventou.

Assessoria de imprensa morreu? Que nada, se reinventou.


Um astrólogo me disse, certa vez, que eu permaneceria na mesma atividade profissional até determinada idade. Passei anos com aquela expectativa, pensando o que o destino reservava para mim. O tal período fatídico chegou e nada aconteceu. A empresa, que agora completa 14 anos, seguiu adiante e estou aqui para contar essa história. Picareta esse astrólogo, pensei.

Mas agora, ao refletir novamente sobre o fato, acho que ele acertou em cheio. Não tenho mais as mesmas funções, não estou mais à frente de uma assessoria de imprensa. A nossa atividade profissional está em processo de transformação profunda. Assessoria de imprensa, como era até poucos anos, dá seus últimos suspiros.

 

Quem ainda está no velho esquema de redação e disparo de press releases, temperado com follow up, está no passado.

 

Um novo mundo se abriu e estamos todos disputando o protagonismo dessa história, sejam agências de propaganda, agências digitais, de relações públicas etc. Voltamos às escolas, trocamos experiências com profissionais tão jovens que nos ensinam a ser jovens de novo. A eles ofereço meu conhecimento de planejamento, de gestão, de elaboração de textos….deles quero sugar a falta de medo, a ousadia, o conhecimento tecnológico. Eles experimentam, se jogam, quebram a cara e se reerguem em seguida. Poderia ser menos dolorido se tivessem mais calma, mas isso seria pedir demais.

O que querem os atuais assessores de comunicação? Romper fronteiras, assumir lugares, falar com todos os públicos, ouvir muito e ajudar na construção de marcas sólidas. Não precisamos mais ser jornalistas, relações públicas, administradores, publicitários…devemos ser comunicadores. Simples assim! Não, na verdade, nada simples. Será que devo ir novamente àquele astrólogo?

 

Por Lúcia Faria

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